Tabela Completa do Jogo do Bicho

O coração do jogo do bicho pulsa através de uma tabela que permanece praticamente inalterada desde 1892. Vinte e cinco animais, cada um com seu grupo de quatro dezenas, formam a estrutura sobre a qual milhões de apostas são feitas todos os dias no Brasil. Conhecer essa tabela não é apenas útil para quem quer apostar, é uma porta de entrada para entender uma das tradições culturais mais persistentes do país.
Quando o Barão Drummond criou o jogo do bicho para atrair visitantes ao seu zoológico em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, ele provavelmente não imaginava a longevidade que sua invenção alcançaria. Os animais que ele escolheu para ilustrar os bilhetes de entrada se tornaram símbolos reconhecidos por brasileiros de todas as idades e classes sociais. Pergunte a qualquer pessoa na rua qual é o número do cachorro ou da cobra e você provavelmente receberá uma resposta imediata, mesmo de quem nunca fez uma aposta na vida.
Este guia apresenta a tabela completa do jogo do bicho com todos os detalhes que um apostador precisa conhecer. Vamos além da simples listagem de animais e números, explorando o significado simbólico de cada bicho, suas associações tradicionais e curiosidades históricas que tornam essa tabela muito mais do que uma ferramenta de apostas.
Table of Contents
A Estrutura Matemática da Tabela
Antes de mergulhar nos animais individuais, vale a pena entender a lógica matemática que organiza a tabela. Essa compreensão ajuda a fazer apostas mais conscientes e a entender por que o sistema funciona da forma que funciona.
A tabela é dividida em 25 grupos, cada um representado por um animal. Cada grupo contém exatamente quatro dezenas consecutivas, totalizando 100 dezenas de 01 a 00, onde 00 representa o centésimo número. Essa distribuição uniforme significa que cada animal tem exatamente a mesma probabilidade matemática de ser sorteado, assumindo um sorteio justo.
O primeiro grupo, do avestruz, contém as dezenas 01, 02, 03 e 04. O segundo grupo, da águia, contém 05, 06, 07 e 08. Esse padrão continua sequencialmente até o vigésimo quinto grupo, da vaca, que contém as dezenas 97, 98, 99 e 00. A regularidade dessa estrutura facilita a memorização e permite cálculos rápidos de probabilidade.
Quando você aposta no grupo, está apostando que uma das quatro dezenas daquele animal será sorteada. Suas chances matemáticas são de quatro em cem, ou quatro por cento. Quando aposta na dezena específica, suas chances caem para um por cento. Essa diferença de probabilidade se reflete nos prêmios pagos, com apostas na dezena pagando significativamente mais do que apostas no grupo.
Os sorteios tradicionais utilizam cinco prêmios, do primeiro ao quinto, cada um representando um resultado independente. Isso significa que em cada sorteio, cinco dezenas diferentes são reveladas, o que afeta as estratégias de alguns apostadores que buscam cobrir múltiplas possibilidades.
Cada grupo tem suas dezenas específicas; veja os detalhes em os 25 bichos do jogo e seus números.

Os Vinte e Cinco Animais em Detalhe
A jornada pelos 25 animais do jogo do bicho revela não apenas números, mas um verdadeiro bestiário da cultura brasileira. Cada animal carrega significados que vão muito além de sua função no jogo.
O avestruz abre a tabela ocupando o grupo 01 com as dezenas 01, 02, 03 e 04. Essa ave africana, conhecida por sua velocidade em terra e por enterrar a cabeça na areia quando ameaçada, chegou ao Brasil nos zoológicos do século XIX. No jogo do bicho, o avestruz se associa a viagens, mudanças e situações de fuga. A expressão popular sobre esconder a cabeça do problema tem conexão direta com esse animal.
A águia ocupa o grupo 02 com as dezenas 05, 06, 07 e 08. Símbolo de poder em inúmeras culturas, desde a Roma Antiga até os Estados Unidos modernos, a águia representa visão aguçada, liberdade e domínio dos céus. No contexto do jogo do bicho, associa-se a autoridade, clareza de pensamento e ambição. Sonhar com voo ou com visão de grande alcance tradicionalmente aponta para esse animal.
O burro constitui o grupo 03 com as dezenas 09, 10, 11 e 12. Embora frequentemente usado como sinônimo de estupidez na linguagem popular, o burro é na verdade um animal inteligente e extremamente resistente. No jogo do bicho, ele representa trabalho árduo, persistência e, sim, também teimosia. Situações que exigem esforço contínuo ou pessoas obstinadas costumam ser associadas a esse animal.
A borboleta constitui o grupo 04 com as dezenas 13, 14, 15 e 16. Esse inseto delicado simboliza transformação em praticamente todas as culturas do mundo, dado seu ciclo de vida que passa de lagarta a crisálida e finalmente ao ser alado. No jogo do bicho brasileiro, a borboleta se associa a mudanças positivas, beleza passageira e momentos de alegria. Festas, celebrações e eventos coloridos tradicionalmente apontam para ela.
O cachorro forma o grupo 05 com as dezenas 17, 18, 19 e 20. Companheiro do ser humano há milhares de anos, o cachorro representa fidelidade, amizade e proteção em praticamente todas as culturas. No jogo do bicho, ele se associa a relacionamentos de confiança, ao lar e à família. Sonhos envolvendo amigos próximos ou situações domésticas frequentemente indicam esse animal.
O cabra constitui o grupo 06 com as dezenas 21, 22, 23 e 24. Animal adaptável que prospera em terrenos difíceis, o cabra simboliza resistência e capacidade de superar obstáculos. Na cultura brasileira, o termo cabra também se refere coloquialmente a homens valentes do sertão. No jogo do bicho, associa-se a conflitos, competições e situações que exigem determinação.
O carneiro ocupa o grupo 07 com as dezenas 25, 26, 27 e 28. Carregado de simbolismo religioso, especialmente na tradição cristã onde representa o cordeiro de Deus, o carneiro se associa a mansidão, sacrifício e espiritualidade. No jogo do bicho, sonhos com igrejas, cerimônias religiosas ou momentos de paz interior costumam apontar para esse animal.
O camelo forma o grupo 08 com as dezenas 29, 30, 31 e 32. Esse animal do deserto, capaz de sobreviver longos períodos sem água, simboliza resistência extrema e capacidade de atravessar momentos difíceis. No jogo do bicho, o camelo se associa a economia, preparação para tempos difíceis e viagens longas ou exóticas.
A cobra constitui o grupo 09 com as dezenas 33, 34, 35 e 36. Poucos animais carregam tanta carga simbólica quanto a cobra, que aparece em mitos de praticamente todas as civilizações humanas. No Brasil, ela representa tanto perigo e traição quanto sabedoria oculta e renovação, dado seu hábito de trocar de pele. É um dos animais mais frequentemente sonhados e apostados.
O coelho ocupa o grupo 10 com as dezenas 37, 38, 39 e 40. Símbolo universal de fertilidade e sorte, o coelho se associa a rapidez, abundância e novos começos. Na cultura popular brasileira, ele tem conexão forte com a Páscoa e com a ideia de multiplicação. Sonhos envolvendo crianças, gravidez ou situações de sorte inesperada apontam para esse animal.
O cavalo forma o grupo 11 com as dezenas 41, 42, 43 e 44. Companheiro do ser humano em guerras, trabalho e esporte, o cavalo representa força, nobreza e liberdade. No jogo do bicho, ele se associa a corridas, competições, conquistas e momentos de glória. A virilidade masculina também tem conexão tradicional com esse animal.
O elefante constitui o grupo 12 com as dezenas 45, 46, 47 e 48. Maior animal terrestre vivo, o elefante é conhecido por sua memória excepcional e estrutura social complexa. No jogo do bicho, ele simboliza memória, sabedoria, estabilidade e acúmulo de riqueza. Sonhos com idosos, lembranças do passado ou situações que exigem paciência costumam indicar esse animal.
O galo ocupa o grupo 13 com as dezenas 49, 50, 51 e 52. Anunciador do amanhecer em todas as culturas que o conhecem, o galo representa vigilância, pontualidade e novos começos diários. No jogo do bicho brasileiro, ele se associa a notícias chegando, situações que exigem atenção e, em alguns contextos, a vaidade masculina.
O gato forma o grupo 14 com as dezenas 53, 54, 55 e 56. Animal cercado de misticismo desde o Egito Antigo, o gato representa independência, mistério e intuição. No jogo do bicho, ele se associa a feminilidade, à noite, a segredos e a situações que exigem sutileza. A superstição do gato preto também influencia suas associações com sorte e azar.
O jacaré constitui o grupo 15 com as dezenas 57, 58, 59 e 60. Predador das águas brasileiras, o jacaré representa perigo oculto e paciência predatória. No jogo do bicho, ele se associa a situações onde o perigo não é imediatamente visível, a pessoas que escondem más intenções e a ambientes aquáticos. Negócios arriscados também entram nesse campo simbólico.
O leão ocupa o grupo 16 com as dezenas 61, 62, 63 e 64. Conhecido como rei dos animais em diversas tradições, o leão simboliza poder, liderança e coragem suprema. No jogo do bicho, ele se associa a figuras de autoridade, a situações que exigem coragem e a momentos de triunfo. O orgulho, tanto positivo quanto negativo, também orbita esse animal.
O macaco forma o grupo 17 com as dezenas 65, 66, 67 e 68. Parente próximo do ser humano na árvore evolutiva, o macaco representa esperteza, imitação e brincadeira. No jogo do bicho brasileiro, ele se associa a piadas, situações engraçadas, pessoas que imitam outras e comportamentos infantis. A malandragem também tem conexão com esse animal.
O porco constitui o grupo 18 com as dezenas 69, 70, 71 e 72. Animal domesticado há milhares de anos para alimentação, o porco simboliza prosperidade material e fartura. No jogo do bicho, ele se associa a dinheiro, comida abundante, banquetes e situações de riqueza. Em alguns contextos, também representa sujeira física ou moral.
O pavão ocupa o grupo 19 com as dezenas 73, 74, 75 e 76. Ave conhecida pela exuberância de sua plumagem, o pavão representa vaidade, beleza ostensiva e desejo de admiração. No jogo do bicho, ele se associa a festas elegantes, roupas luxuosas, situações de exibição e pessoas vaidosas. A fama e o reconhecimento público também orbitam esse animal.
O peru forma o grupo 20 com as dezenas 77, 78, 79 e 80. Ave das Américas que se tornou símbolo do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos e do Natal no Brasil, o peru se associa a celebrações familiares. No jogo do bicho, ele também representa, de forma menos lisonjeira, tolice e arrogância sem fundamento.
O touro constitui o grupo 21 com as dezenas 81, 82, 83 e 84. Símbolo de força bruta e fertilidade masculina desde as civilizações antigas do Mediterrâneo, o touro representa poder físico e teimosia. No jogo do bicho, ele se associa a confrontos, situações que exigem força, raiva intensa e virilidade. O trabalho rural também tem conexão com esse animal.
O tigre ocupa o grupo 22 com as dezenas 85, 86, 87 e 88. Maior felino do mundo, o tigre representa ferocidade, perigo e beleza selvagem. No jogo do bicho, ele se associa a situações de extremo perigo, predadores humanos, agressividade e paixão intensa. O ciúme também tem conexão tradicional com esse animal.
O urso forma o grupo 23 com as dezenas 89, 90, 91 e 92. Animal de grande porte conhecido por seus ciclos de atividade e hibernação, o urso simboliza força protetora e recolhimento. No jogo do bicho, ele se associa a pessoas grandes e protetoras, momentos de descanso, isolamento e, no contexto financeiro, mercados em baixa.
O veado constitui o grupo 24 com as dezenas 93, 94, 95 e 96. Animal elegante e veloz das florestas, o veado representa delicadeza e rapidez. Na cultura brasileira, o termo carrega conotações específicas relacionadas a homossexualidade masculina, o que influencia suas associações no jogo do bicho. Ele também simboliza a natureza, a pureza e situações que exigem fuga rápida.
A vaca encerra a tabela no grupo 25 com as dezenas 97, 98, 99 e 00. Animal fundamental para a alimentação humana há milhares de anos, a vaca representa maternidade, nutrição e abundância. No jogo do bicho, ela se associa a figuras maternas, situações de cuidado, generosidade e vida rural tranquila. A paciência e a mansidão também orbitam esse animal.

Tabela Resumida para Consulta
Para facilitar a consulta rápida durante as apostas, apresentamos a tabela completa em formato condensado. Cada linha mostra o número do grupo, o animal correspondente e suas quatro dezenas.
Grupo 01 Avestruz com dezenas 01 02 03 04. Grupo 02 Águia com dezenas 05 06 07 08. Grupo 03 Burro com dezenas 09 10 11 12. Grupo 04 Borboleta com dezenas 13 14 15 16. Grupo 05 Cachorro com dezenas 17 18 19 20. Grupo 06 Cabra com dezenas 21 22 23 24. Grupo 07 Carneiro com dezenas 25 26 27 28. Grupo 08 Camelo com dezenas 29 30 31 32. Grupo 09 Cobra com dezenas 33 34 35 36. Grupo 10 Coelho com dezenas 37 38 39 40. Grupo 11 Cavalo com dezenas 41 42 43 44. Grupo 12 Elefante com dezenas 45 46 47 48. Grupo 13 Galo com dezenas 49 50 51 52. Grupo 14 Gato com dezenas 53 54 55 56. Grupo 15 Jacaré com dezenas 57 58 59 60. Grupo 16 Leão com dezenas 61 62 63 64. Grupo 17 Macaco com dezenas 65 66 67 68. Grupo 18 Porco com dezenas 69 70 71 72. Grupo 19 Pavão com dezenas 73 74 75 76. Grupo 20 Peru com dezenas 77 78 79 80. Grupo 21 Touro com dezenas 81 82 83 84. Grupo 22 Tigre com dezenas 85 86 87 88. Grupo 23 Urso com dezenas 89 90 91 92. Grupo 24 Veado com dezenas 93 94 95 96. Grupo 25 Vaca com dezenas 97 98 99 00.

Dicas para Memorizar a Tabela
Decorar a tabela completa pode parecer uma tarefa intimidadora, mas existem técnicas que facilitam esse processo. Apostadores experientes desenvolveram vários métodos ao longo dos anos.
A primeira técnica é a associação visual. Imagine cada animal em uma cena que inclua seus números. Por exemplo, visualize um avestruz correndo numa pista marcada com os números 01 a 04. Quanto mais vívida e absurda a imagem mental, mais fácil será lembrar. O cérebro humano guarda melhor informações associadas a imagens do que números abstratos.
A segunda técnica é a memorização por grupos. Em vez de tentar decorar tudo de uma vez, concentre-se em cinco animais por vez. Domine o primeiro grupo de cinco antes de passar para o segundo. Essa abordagem gradual evita a sobrecarga de informação e permite consolidação mais sólida.
A terceira técnica é a prática regular. Assim como qualquer habilidade, a memorização melhora com repetição. Reserve alguns minutos por dia para revisar a tabela, seja mentalmente ou escrevendo os animais e números. Em poucas semanas, a tabela estará gravada na memória de longo prazo.
A quarta técnica é usar os números no cotidiano. Quando você vir uma placa de carro terminada em 45, pense imediatamente no elefante. Quando alguém mencionar o número 33, lembre da cobra. Essa prática constante transforma a memorização em automatismo.
A quinta técnica é criar histórias conectando animais sequenciais. Por exemplo, o avestruz corre da águia, que observa o burro trabalhando enquanto uma borboleta passa voando e um cachorro late para ela. Narrativas que conectam elementos facilitam a recordação da sequência correta.

Curiosidades Históricas Sobre a Tabela
A escolha dos 25 animais pelo Barão Drummond não foi aleatória. Ele selecionou espécies que existiam ou poderiam existir em seu zoológico, misturando animais brasileiros com exóticos que atraíam a curiosidade do público da época. Essa combinação reflete o momento histórico em que o jogo foi criado.
O zoológico de Vila Isabel, onde tudo começou, era uma atração popular no Rio de Janeiro do final do século XIX. O barão teve a ideia de sortear prêmios entre os visitantes usando bilhetes ilustrados com animais. O sucesso foi tão grande que rapidamente transcendeu os limites do zoológico e se espalhou pela cidade.
A ordem dos animais na tabela seguiu critérios que hoje são difíceis de reconstruir com certeza. Algumas teorias sugerem que o barão organizou os animais aproximadamente por tamanho, começando com aves e terminando com mamíferos grandes. Outras teorias apontam para influências de tradições europeias de jogos semelhantes.
Os animais escolhidos refletem um Brasil que já não existe da mesma forma. O camelo, por exemplo, era uma presença exótica nos zoológicos da época e despertava grande curiosidade. Hoje, esse animal parece uma escolha estranha para um jogo brasileiro, mas fazia perfeito sentido no contexto original.
Ao longo de mais de um século, houve propostas para atualizar a tabela, incluindo animais mais tipicamente brasileiros como a onça-pintada, o mico-leão ou a arara. Nenhuma dessas propostas vingou. A tabela original tem peso de tradição que resiste a qualquer tentativa de modernização.

A Tabela nas Diferentes Regiões do Brasil
Embora a tabela básica seja a mesma em todo o país, existem variações regionais na forma como ela é utilizada e interpretada. Essas diferenças refletem a diversidade cultural brasileira e a adaptação do jogo a contextos locais.
No Rio de Janeiro, berço do jogo do bicho, a tradição é mais fortemente preservada. Os apostadores cariocas tendem a seguir interpretações mais clássicas dos significados de cada animal. A influência das escolas de samba, muitas delas historicamente ligadas ao jogo do bicho, mantém viva a cultura original.
Em São Paulo, o jogo do bicho se adaptou ao ritmo mais acelerado da metrópole. Os apostadores paulistanos frequentemente buscam resultados mais rápidos e apostas mais dinâmicas. A influência de imigrantes de diversas origens também introduziu interpretações alternativas para alguns animais.
No Nordeste, o jogo do bicho se misturou com tradições locais de superstição e religiosidade popular. A interpretação de sonhos ganha cores específicas influenciadas pelo catolicismo popular e por tradições afro-brasileiras. O carneiro, por exemplo, tem associações particularmente fortes com religiosidade nessa região.
No Sul, especialmente em áreas de colonização alemã e italiana, o jogo do bicho convive com outras formas de jogo trazidas pelos imigrantes. As interpretações tendem a ser mais pragmáticas e menos carregadas de misticismo. O elefante, por exemplo, é visto mais como símbolo de sorte material do que de sabedoria ancestral.
Essas variações regionais não invalidam a tabela padrão, apenas acrescentam camadas de significado que enriquecem a tradição. Um apostador do Rio Grande do Sul e um do Pará usam a mesma tabela, mas podem chegar a interpretações diferentes do mesmo sonho baseados em suas referências culturais locais.
Acesse a tabela do bicho atualizada a qualquer momento em nossa home.
Usando a Tabela de Forma Consciente
Conhecer a tabela do jogo do bicho em profundidade não garante vitória em apostas. Os sorteios são aleatórios e nenhum conhecimento simbólico ou histórico muda as probabilidades matemáticas. Mas esse conhecimento pode tornar a experiência de apostar mais rica e significativa.
Apostadores que entendem o sistema completo fazem escolhas mais conscientes. Sabem exatamente quais são suas chances quando apostam no grupo ou na dezena. Compreendem como os prêmios são calculados e podem avaliar se determinada aposta faz sentido para seu orçamento. Esse conhecimento protege contra expectativas irrealistas.
A dimensão cultural da tabela também merece apreciação. Ao apostar no jogo do bicho, você participa de uma tradição com mais de 130 anos de história. Os mesmos animais que o Barão Drummond desenhou nos primeiros bilhetes continuam gerando esperanças e decepções em milhões de brasileiros. Essa continuidade histórica tem valor próprio, independente de resultados financeiros.
O jogo responsável começa com conhecimento. Entender como a tabela funciona, quais são as probabilidades reais e qual o papel do acaso nos resultados é o primeiro passo para manter o jogo como entretenimento saudável. Apostadores informados tomam decisões melhores e correm menos risco de desenvolver problemas com o jogo.
Que essa tabela sirva como referência útil para suas apostas, mas também como janela para uma tradição cultural fascinante. Os 25 animais do jogo do bicho contam uma história sobre o Brasil, sobre esperança popular e sobre a persistência de tradições que desafiam o tempo e a lei. Conhecê-los é, de certa forma, conhecer um pouco mais sobre nós mesmos como povo.
